Cursos Presenciais
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Faculdade de Educação (FE) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
No primeiro semestre de 1999 Eduardo O C Chaves está ministrando o seguinte curso no Programa de Doutorado de Filosofia e História da Educação da Faculdade de Educação da UNICAMP:
FE-194 / Turma C: Seminário Avançado I:
História da Filosofia e da Educação
Programa de Pós-Graduação em Educação
Faculdade de Educação da UNICAMP
1º Semestre de 1999 (Sextas-feiras, das 9 às 12 h, na Sala ED-01/FE)
Tema: "Tecnologia e Educação -- O Futuro da Escola na Sociedade da
Informação"
ÍNDICE
Objetivo Geral do Seminário
Objetivos Específicos do Seminário
Programa
Calendário
Metodologia de Ensino
Avaliação
Bibliografia
I. Objetivo Geral do Seminário
O objetivo geral do seminário é suscitar e promover a discussão, por educadores, da complexa questão da relação entre a tecnologia e a educação.
Nesse processo, ficará evidente, desde o início, que há que distinguir sempre, em relação a essa questão, duas alternativas bastante claras: o papel da tecnologia na educação não-formal e o seu papel a educação formal, escolar.
No âmbito da educação não-formal (aqui definida, inicialmente, como aquela que acontece fora de ambientes escolares, seja através dos meios de comunicação de massa, seja de forma mais difusa no mundo do trabalho, no lazer, no lar, nas associações de cunho religioso ou comunitário) a tecnologia tem entrado sem maiores resistências -- pelo contrário, tem sido buscada -- e está promovendo grandes modificações. A nossa sociedade é descrita hoje como sociedade da informação -- e isso porque a informação permeia, hoje, todas as atividades e instituições.
No âmbito da educação formal, escolar, entretanto, o cenário é bem diferente. A escola talvez seja a única instituição ainda a fazer um certo tipo de resistência tácita à tecnologia. Por isso, o objetivo geral do seminário pode ser descrito também como uma tentativa de responder à pergunta implícita no título da disciplina: a escola, como a conhecemos hoje, tem futuro na sociedade da informação, permeada que é pela tecnologia?
Falar em tecnologia, hoje, neste contexto, é falar em especial nas tecnologias de informática, centradas no computador. O principal produto dessas tecnologias é a informação. É por causa desse complexo de tecnologias nossa era foi batizada de "era da informação" e nossa sociedade de "sociedade da informação". Nunca se teve tanta informação e nunca foi tão fácil localizá-la e aceder a ela.
Mas a informática hoje abrange as telecomunicações e, especialmente depois da popularização da Internet, o computador se tornou mais do que um processador de informações: tornou-se um transportador de informações e, mais importante, um meio de comunicação entre as pessoas segundo tudo indica, o meio de comunicação, por excelência.
Não resta dúvida de que essa tecnologia afetará profundamente a educação como a tecnologia da fala, dezenas ou mesmo centenas de milênios atrás, a tecnologia da escrita, alguns poucos milênios atrás, e a tecnologia da impressão, séculos atrás, também o fizeram anteriormente.
Quanto à escola, como hoje a conhecemos, a grande questão é se ela sobreviverá ao desafio que lhe coloca essa tecnologia. A escola de hoje é fruto da era industrial. Foi criada para preparar as pessoas para viver e trabalhar na sociedade que agora está sendo substituída pela sociedade da informação, por uma sociedade em que o fluxo de informações, o relacionamento entre as pessoas, o comércio, os serviços, o lazer e o turismo terão muito mais importância do que a produção de bens materiais (de que se encarregarão, em grande parte, os sistemas automatizados e os robôs). Uma sociedade deste tipo exige indivíduos, profissionais e cidadãos, de um tipo muito diferente daqueles que eram necessários na era industrial. É de esperar que a escola, criada e organizada para servir a era anterior, tenha que "se reinventar", se desejar sobreviver, como instituição educacional, no próximo milênio.
Mesmo que a escola, como hoje existe, use computadores e tenha acesso à Internet, esse uso, para parafrasear Alvin Toffler, apenas ilustrará como tecnologia da terceira onda pode ser aplicada dentro de instituições da segunda, sem alterá-las profundamente. Esse uso será semelhante a filmar uma peça de teatro para passá-la na televisão. A tecnologia, até mesmo a mais avançada, estará sendo usada. Mas o impacto nem se compara ao de um programa feito especialmente pela televisão, que faz uso de todos os recursos do meio.
II. Objetivos Específicos do Seminário
Por isso, o uso que o professor vai eventualmente fazer do computador em sala de aula depende, em parte, de como ele entende esse processo de transformação da sociedade que vem acontecendo, em grande parte, em decorrência do desenvolvimento tecnológico, e de como ele se sente em relação a isso: se ele vê todo esse processo como algo benéfico, que pode ajudá-lo no seu trabalho, ou se ele se sente ameaçado e acuado por essas mudanças.
Por causa disso, vamos precisar discutir, na Unidade 1, a informatização da sociedade e o papel da tecnologia no desenvolvimento humano principalmente das tecnologias mais afetas à educação. Se não entendermos o que está se passando ao nosso redor, dificilmente conseguiremos integrar o computador com naturalidade e sem receios infundados à nossa prática pedagógica, formal ou não-formal.
Algo curioso ocorre quando a informática começa a entrar em alguma área específica (não só na educação): parece que ela atua como agente catalisador que provoca e desencadeia discussões muito sérias acerca dos fundamentos e conceitos básicos, bem como das práticas firmemente estabelecidas, nessa área. Não raro a introdução do computador em uma área, ou mesmo apenas a perspectiva de sua introdução, tem levado os que nela militam a concluir que seria oportuno revê-la e, quem sabe, reestruturá-la por completo.
O termo "reengenharia de processos" (Michael Hammer) foi cunhado porque, na área industrial, se percebeu que a mera introdução do computador para tornar mais eficientes, e, em muitos casos, totalmente automatizar, os processos usados, sem que esses processos fossem antes radicalmente revistos, do início ao fim, poderia levar ao que ele caracteriza como "asfaltar uma trilha de bois" , ou ao que Seymour Papert descreveu como "colocar motor de avião a jato em charrete para ver se ajuda os cavalos a andar mais depressa" .
Na área de escritórios, há muito que se percebeu que não se trata de meramente "automatizar" rotinas já estabelecidas, mas, sim, com a ajuda da nova tecnologia (computadores, redes, etc.), de reinventar a forma de fazer as coisas, de criar novos fluxos de trabalho, freqüentemente baseados em equipes mediadas pela tecnologia, de permitir, sempre que possível, o teletrabalho, o gerenciamento à distância, etc.
A área da educação não é exceção. A Unidade 2 analisa por que é que quando se começa a discutir o uso da informática em sala de aula, acaba-se por discutir as questões mais fundamentais da educação, inclusive o próprio conceito de educação: Qual é a função da educação? Qual é o papel dos conteúdos, dos currículos, do ensino, enfim, da escola e do professor no processo educacional? O que dizer da definição de Émile Durkheim, segundo o qual a educação é o processo de transmissão de crenças, valores, atitudes e hábitos, conduzido pelas gerações mais velhas, com o objetivo de tornar as gerações mais novas aptas para o convívio social? O que dizer, por outro lado, da tese de Jean-Jacques Rousseau de que educar é não interferir, é deixar a criança desabrochar, natural e espontaneamente, assim concretizando as suas potencialidades? E o que dizer, por fim, da tese de Sócrates de que a função do professor, semelhantemente à da parteira (que facilita, mas não dá à luz a criança), deve ser facilitar a aprendizagem, mas não ensinar? É realista esperar que a criança construa todo o seu conhecimento por si só, aprenda tudo o que tem que aprender por descoberta, sem que haja ensino ou instrução? É lícito esperar, como disse Karl Popper, que, se toda criança tiver que começar onde Adão começou, ela dificilmente chegará muito além de onde Adão chegou?
Por isto, este seminário não pode deixar de explorar essas questões: elas estarão na base de tudo o que eventualmente venha a se propor, de cunho mais prático, como forma de usar a tecnologia na educação, em geral, e na escola, em particular. Assim, antes de investigar (por exemplo) o potencial do computador em sala de aula, essas e algumas outras questões serão discutidas.
Na Unidade 3 finalmente discutiremos alternativas para o uso do computador na escola -- mais precisamente, na sala de aula.
Esta disciplina está voltada principalmente para o educador e, de forma especial, para o professor. Ela foi concebida para ajudar o professor ainda não familiarizado com o computador a entender como esse equipamento pode ser usado como tecnologia educacional (dentro ou fora da escola) e a vislumbrar como ele, professor, pode vir a usar o computador em suas atividades (agora em sala de aula). Mas nem a escola nem ele nunca mais serão os mesmos -- isto é preciso que ele entenda com toda a clareza.
Da mesma forma que não adianta, no momento, apenas treinar o professor para que aprenda a usar softwares aplicativos genéricos (processadores de texto, planilhas eletrônicas, gerenciadores de apresentação, gerenciadores de bancos de dados, etc.), sem discutir com ele, previamente, e com toda a seriedade, essas questões básicas de filosofia da educação, também não adianta apenas apresentar ao professor, em todo detalhe, as teses ditas construtivistas de Jean Piaget, Lev Vygotsky, Aleksandr Luria, e, ultimamente, até Paulo Freire, sem deixar bastante claro qual a relevância que essas questões teóricas têm para com as questões práticas relacionadas ao que fazer com o computador em sala de aula e sem orientar o professor sobre o que fazer na prática, em sala de aula, com o computador e os conteúdos curriculares que lhe cabe cobrir e cumprir. Não é concebível que alguém teorize sobre o computador e o seu impacto sobre a construção do conhecimento, etc. sem ter a menor intimidade com a tecnologia. O espetáculo seria risível, não fosse triste, mas existe.
III. Programa
Unidade 1. Tecnologia, Sociedade e Educação
1. A Informatização da Sociedade
2. A Educação, a Escola e o Professor
3. A Questão da Tecnologia
A. O "Artefato" e a Técnica
B. A Fala como Tecnologia
C. A Escrita como Tecnologia
D. A Impressão como Tecnologia
E. A Tecnologia da Imagem
F. A Tecnologia do Som
G. A Tecnologia Digital e Multimídia
Unidade 2. O Computador como Tecnologia Educacional
1. O Computador como Tecnologia Bélica
2. O Computador como Tecnologia Empresarial
3. O Computador como Meio de Comunicação
4. O Computador como Tecnologia Educacional
A. O Livro Impresso e a Primeira Renascença
B. O Computador e a Segunda Renascença
5. Sociedade, Tecnologia, Educação, e Escola
A. A Sociedade da Informação
B. A Educação na Sociedade da Informação
C. O Futuro da Escola na Sociedade da
Informação
D. A Tecnologia e a Educação
E. Os Contornos de uma Nova Escola
6. O Papel do Professor
7. Alguns Receios
Unidade 3. O Computador na Escola
1. Premissas Básicas
2. Modelos de Utilização do Computador na Escola
A. O Computador como Ensinante
a. Instrução Programada
Exercícios Repetitivos
Tutoriais
Demonstrações
b. Simulações e Jogos
B. O Computador como Aprendente (LOGO, Prolog)
C. O Computador como Ferramenta de Aprendizagem
a. Pacotes Aplicativos Genéricos
b. Obras de Referência
D. O Computador como Ambiente de Aprendizagem
a. Hipertexto
b. Fóruns de Discussão
3. Outras Sugestões para o Uso do Computador em Sala de Aula
IV. Calendário
O primeiro encontro do Seminário será no dia 5/3/99, sexta-feira, das 9-12 h, na Faculdade de Educação (sala B-1, no andar térreo, do prédio principal). O último encontro será no dia 2/7/99.
V. Metodologia de Ensino
O Seminário será ministrado (como não poderia deixar de ser) na forma de seminários pelos alunos sobre tópicos selecionados contantes do Plano de Curso. Haverá algumas discussões iniciais de cunho mais introdutório e genérico conduzidas pelo professor.
A novidade será que todos os alunos deverão também participar de discussões interemediárias pela Internet, através do grupo de discussão EduTec, que já congrega mais de 200 educadores interessados no tema. Acesso à Internet é, portanto, absolutamente imperativo para os participantes no seminário.
VI. Avaliação
A avaliação se baseará no seminário apresentado oralmente pelo aluno, no trabalho que ele entregará ao final do curso (que será em cima do próprio tema do seminário apresentado), e em sua participação no curso (inclusive no grupo de discussão pela Internet).
VII. Bibliografia
NOTA: Apreciaria se os alunos/leitores me comunicassem itens de bibliografia que possam ser inseridos nesta bibliografia através dos endereços eduardo@chaves.com.br, ou chaves@mindware.com.br ou ainda chaves@unicamp.br. Especialmente artigos em Português em revistas especializadas são bem-vindos. Sites de Interesse na Internet contam como itens de bibliografia.
A bibliografia básica é o texto do professor, Tecnologia e Educação -- O Futuro da Escola na Sociedade da Informação, que estará disponível, em forma apostilada, para aquisição pelos alunos, enquanto se aguarda a publicação pelo MEC.
Bibliografia complementar está desde já disponível, nas três categorias adiante indicadas, no seguinte endereço na Internet: http://www.chaves.com.br/textself/edtech/tecned.htm
1. Trabalhos de Eduardo Chaves sobre o tema disponíveis na Internet
2. Livros sobre o tema (de Eduardo Chaves e de Outros Autores)
3. Sites de Interesse na Internet
Campinas, 5 de março de 1999
Eduardo O C Chaves
Telefone (19) 3254-2100
eduardo@chaves.com.br
Faculdade de Educação (FE) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
No segundo semestre de 2000 Eduardo O C Chaves estará ministrando o seguinte curso no Programa de Doutorado de Filosofia e História da Educação da Faculdade de Educação da UNICAMP:
Universidade
Estadual de Campinas / Faculdade de Educação
Departamento de Filosofia e História da Educação
/ Programa de Pós-Graduação
Disciplina: FE-194, Seminário Avançado I
Data e Hora: Segundas-feiras, das 14 às 17 h
Tema: "Design Instrucional: O Desenvolvimento de Cursos na Educação a
Distância".
I. INTRODUÇÃO
O desenvolvimento de cursos online é um processo aparentado com três outros processos:
* O processo de elaboração de um texto (livro, apostila, manual de operação, seqüência de procedimentos, etc.), porque todo curso envolve um conteúdo básico que deve ser apresentado ao aluno.
* O processo de desenvolvimento de sistemas (software), porque o curso não deixa de ser um sistema e, quando feito online, fica embutido em um software.
* O processo de produção artística (como, por exemplo, comerciais ou vídeos), porque o curso online freqüentemente inclui gráficos, animações, e, não raro, sons e imagens.
O processo de desenvolvimento de cursos online deve, portanto, acomodar esses três aspectos.
No entanto, como a finalidade precípua de um curso não é simplesmente informar ou entreter, mas, sim, promover ou facilitar a aprendizagem de um conteúdo [fático, conceitual ou procedimental] por parte dos alunos, o processo de desenvolvimento de cursos online também envolve aspectos relacionados com as metodologias da instrução e da facilitação da aprendizagem, que, para serem eficazes, devem ser definidas com base nos princípios básicos que regem a aprendizagem de diferentes conteúdos por pessoas em diferentes níveis de desenvolvimento cognitivo e emocional. É aqui que se situa a disciplina geralmente chamada de “Design Instrucional”.
Dada a sua complexidade, portanto, o desenvolvimento de cursos online raramente é um processo que possa ser realizado por uma pessoa só – a menos que o curso seja razoavelmente simples e a pessoa extremamente versátil. Em geral o desenvolvimento cabe a uma equipe interdisciplinar, integrada por pessoas que tenham condições de exercer as seguintes funções especializadas (ainda que cumulativamente):
* Desenvolvimento de materiais instrucionais (especialista em “Design Instrucional”, embora a etapa de Design, propriamente dito, seja apenas uma de um ciclo de cinco)
* Exposição lógica de conteúdos (especialista em conteúdo)
* Comunicação (especialistas em redação, em programação visual e gráfica, em mídia, em roteirização de clips de som e vídeo, etc.)
* Análise e programação de sistemas (pessoal técnico de informática)
Uma equipe desse tipo requer, portanto, um gerenciamento eficaz e eficiente. Dependendo do projeto, o especialista no processo de desenvolvimento de materiais instrucionais pode funcionar como Gerente do Projeto. No caso de projetos mais complexos, porém, pode ser recomendável a inclusão de mais esse especialista na equipe.
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II. O CICLO DE DESENVOLVIMENTO
O processo de desenvolvimento de cursos online segue cinco etapas estabelecidas que constituem o chamado Ciclo de Desenvolvimento:
* Análise
* Design
* Implementação
* Operação
* Controle
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Nesta etapa é definido e delimitado o problema para o qual o curso será a solução e são especificados os objetivos finais a serem alcançados, a audiência visada, o conteúdo que se pretende veicular, o método e as técnicas que se pretende utilizar na apresentação do material, a forma de avaliação dos alunos, etc.
Ainda nesta etapa se analisam as percepções e expectativas dos patrocinadores, eventuais condições limitadoras, questões relativas à viabilidade técnica e financeira do projeto, eventuais riscos envolvidos, o cronograma, em nível macro, do projeto de desenvolvimento, etc.
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Nesta etapa se faz o que pode ser chamado de Design Instrucional do curso, propriamente dito, ou seja, elabora-se o projeto do curso.
Nela se definem e especificam:
* Como os objetivos finais de aprendizagem a serem alcançados pelo curso se relacionam com o conteúdo a ser apresentado e com os métodos e técnicas de ensino disponíveis.
* O mapeamento lógico do conteúdo (sua distribuição em blocos [chunks] e a seqüenciação destes)
* As mídias que serão utilizadas, em que segmentos, e as necessidades especiais impostas por essa definição
* A interface com o usuário: o aspecto visual do material, o grau de liberdade do aluno (por exemplo, na ordem em que tem acesso ao material, no momento em que é avaliado, etc.), seu nível de interação com o material, os mecanismos de comunicação do aluno com o instrutor e eventualmente com outros alunos, a possibilidade de “baixar” materiais para estudo offline, níveis de ajuda, etc.
* Os mecanismos de segurança e integridade do material, de privacidade dos alunos e de registro de todas as transações efetuadas.
* Os mecanismos de atualização do material.
* As ferramentas a serem utilizadas na etapa de Implementação
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Na etapa de Implementação o projeto definido será transformado em material didático (como, por exemplo, páginas Web) a ser disponibilizado para os alunos.
Aqui são produzidos:
* Os textos definitivos que serão utilizados, devidamente quebrados nos respectivos blocos
* Os gráficos e as imagens definidos como necessários ou recomendáveis
* Os roteiros para clips de som e de vídeo que foram definidos como necessários ou recomendáveis e os próprios clips
* As telas / páginas que vão incluir textos, gráficos, imagens, clips de som e de vídeo, e os mecanismos de navegação
* Os links que seqüenciam e interconectam as telas / páginas desenvolvidas
* Os mecanismos de segurança e integridade do material e de privacidade dos alunos.
* Os sistemas de ajuda.
* A documentação que permita que o sistema seja eventualmente atualizado e alterado por pessoas diferentes das que o implementaram.
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Depois de implementado, o sistema deve entrar em operação – num primeiro momento limitada e controlada, para permitir a avaliação do sistema e sua eventual correção (que pode envolver algum redesign e certamente envolverá reimplementação pelo menos parcial).
As fases envolvidas nesta etapa são implantação, treinamento dos usuários (caso necessário) e utilização por parte dos alunos, sendo, para tanto, necessário implantar todo o sistema de cadastramento, matrícula, acesso, etc.
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Nesta etapa é feito o acompanhamento controlado do sistema, com vistas a detectar eventuais problemas, determinar o nível de aceitabilidade por parte dos alunos e o interesse despertado no público alvo (caso o curso seja destinado a um mercado aberto).
As fases envolvidas nesta etapa são monitoramento, auditoria, avaliação, e manutenção.
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A forma de ministração deste curso será parcialmente presencial, parcialmente a distância. É pré-requisito para sua realização que o aluno tenha acesso à Internet e desenvolva o hábito de aceder a ela diariamente.
Será criado um site para o curso na Internet. [O site é este aqui...]
Presencialmente as aulas envolverão apresentação e a discussão inicial de temas, e a discussão terá continuidade via Internet.
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Como texto base será usada a trilogia de Alexander Romiszowski:
Designing Instructional Systems: Decision Making in Course Planning and Curriculum Design
Producing Instructional Systems: Lesson Planning for Individualized and Group Learning Activities
Developing Auto-Instructional Materials: From Programmed Texts to CAL and Interactive Video
Os três títulos são publicados por Kogan Page/London & Nichols Publishing/New York, respectivamente nas datas 1981, 1984 e 1986. Embora os textos sejam relativamente antigos, o material ali contido é bastante atual e será complementado, sempre que possível, por material encontrado na Internet.
Os livros podem ser adquiridos diretamente de Alexander Romiszowski, no Rio de Janeiro, pelos telefones (21) 556-9291. Fax (21) 556-5666, e-mail ttslinrom@uol.com.br.
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Interesse no assunto, capacidade de leitura em inglês (essencial) e contato com o professor. por e-mail: eduardo@chaves.com.br (preferível) ou por telefone (19) 3294-7101 ou (19) 9121-1234.
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Campinas, 5 de março de 1999
Eduardo O C Chaves
eduardo@chaves.com.br
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Curso de Pós-Graduação em Informática na Educação (Mestrado e Doutorado)
A UFRGS possui um Curso de Pós-Graduação stricto sensu na área de Informática na Educação, que funciona (aparentemente) desde 1996 na Faculdade de Educação (ao lado do Curso de Pós-Graduação em Educação).
Maiores informações podem ser obtidas no endereço http://penta.ufrgs.br/pgie/homepgie.htm.